L’écharde

(Teatro A Farpa de Companhia Minima)

 

 

 

 

 

 

Il y a toujours une écharde
Qui s’élide dans le ventre du Poète

Une espèce de chant endeuillé
Déclamant les notes d’algies diverses

Un flot menstruel de Muses
Sculptant des marges dans le mot purpurin

Tiges souterraines dans l’obscurité du poème
Bulbes d’aubes multiples qui naissent en dedans

Des verbes, des vers, avec un monstre bicéphale dans la pointe
Poussant les lettres dans des tourments contraires

Tourbillonnements malicieux qui au compte – gouttes
Défeuillent les bubons du poème

Gribouillages gémissants avec des ailes de pierre
Qui, cloués à terre, admirent les cieux

De loin, de loin…

(Carmen Cupido)

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Saphir liquide

 

Silence…

Tout est paix

Dans la chrysalide du secret

Je ne dis rien, je me tais

C’est trop tôt

Pour réveiller la rose dans le ventre

Si je parle, j’ai peur

Que le mot prématuré

Creuse dans la terre sa tombe

Avant l’heure…

 

Silence,

Seul le saphir liquide

Qui me sort de l’âme

Déchire le vent…

 

 Dans un bref battement d’ailes !

(Carmen Cupido)

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O meu outro blog

 

Mudei de endereço…

A minha poesia vôa agora por outros destinos:

 

http://carmencupidolivros.blogspot.com

e

http://namatrizdapalavra.blogspot.com

 

Espero a tua visita impacientemente!

Carmen Cupido

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Apresentação do meu livro de poesia “Corpo do Poema”

(Capa realizada pela extraordinária NãoSouEuéaOutra, fada dos mil talentos)

 Eis aqui o seu link: www.olhares.com/naosoueueaoutra

 

Arrancar-se

Ao corpo Casulo

Cativeiro do Eu

Atiçando o ser

Que, à força de não ser

Rasteja como uma lagarta

Pela linha dos tempos mortos

Pendurando-se nas virgulas

Que travam o impulso da vontade

 

Há que despertar

A coragem da evasão

Que dorme raquítica

No colo nebuloso dos medos

Retorcer os fios de seda que prendem

As asas de quem se é no fundo

E saltar para o mundo…

 

Do alto do parapeito da ravina da vida!

 

(Carmen)

 

"Corpo do Poema"

Foi editado pela Chiado Editora 

Consultem aqui http://www.chiadoeditora.com  

Link directo do artigo aqui: http://www.livapolo.pt/index.php?action=artigo_detalhes&artigo_id=73043 

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Espargata existencial

 

 Pergunto:

Possuo certezas ou são as certezas que me possuem?

Será que chegou o momento de aprender a perder pé?

Atirar as certezas da vida para trás das costas

Aceitar nem sempre encontrar respostas

Deixar de viver

Só em caminhos traçados

Sem desgostos, sem dúvidas, sem surpresas, bem delineados

Deixar-me contagiar por um grão de loucura

Pendurar-me de pernas para o ar

No pedaço de céu que vou conquistar

Quando abater os muros, e desabar

O tecto desta casa exígua que me sou…

Ser a outra; ser vampiro

E morder a exclamação, ferrar o suspiro

Que os meus olhos vão arrancar à minha boca

Quando me virem fazer o pino face ao meu novo infinito

E que interessa se estou às avessas

Se só assim o mundo reverso

Do seu avesso me vê às direitas…

Sim, sim…

Vou quebrar os limites que viraram teias

Fazendo a grande limpeza ao ser por dentro

Se quero estar pronta para a Espargata existencial,

É melhor começar já a aquecer os músculos do "Eu"!

 

(Carmen)

 

 

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Oeuf

                                                            (Photo de DDiArte olhares.com)

 

Couve, homme

Dans ton oeuf

L’ultime infarctus du monde!

 

Sordide, le zygote…

Est-il d’humain ou de Bête?

 

 

(Carmen)

 

 

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Ai de quem puxe as cordas à madrugada!

                                                                                 (Photo de Al Magnus)

Noite.

 

Entro, na noite.

Porque na noite,

Tu estás.

 

Caio, na noite…

Como quem cai nos teus braços.

 

Quero-me, na noite.

Sim, quero-me, na noite

Porque na noite,

Tu queres-me contigo.

 

Amo a noite.

Porque amar a noite,

É amar amar-te…

 

Que ninguém me aparte da noite,

Se só na noite teu corpo é

Uno, com o meu.

 

Ai de quem puxe as cordas à Madrugada!

 

(Carmen)

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