
Pergunto:
Possuo certezas ou são as certezas que me possuem?
Será que chegou o momento de aprender a perder pé?
Atirar as certezas da vida para trás das costas
Aceitar nem sempre encontrar respostas
Deixar de viver
Só em caminhos traçados
Sem desgostos, sem dúvidas, sem surpresas, bem delineados
Deixar-me contagiar por um grão de loucura
Pendurar-me de pernas para o ar
No pedaço de céu que vou conquistar
Quando abater os muros, e desabar
O tecto desta casa exígua que me sou…
Ser a outra; ser vampiro
E morder a exclamação, ferrar o suspiro
Que os meus olhos vão arrancar à minha boca
Quando me virem fazer o pino face ao meu novo infinito
E que interessa se estou às avessas
Se só assim o mundo reverso
Do seu avesso me vê às direitas…
Sim, sim…
Vou quebrar os limites que viraram teias
Fazendo a grande limpeza ao ser por dentro
Se quero estar pronta para a Espargata existencial,
É melhor começar já a aquecer os músculos do "Eu"!
(Carmen)
Ora viva!Confesso que já cá não vinha há algum tempo e, pelos vistos, tenho perdido imenso. Fiquei absolutamente boquiaberto com este post de tão bom que é: então esta última frase está absolutamente irresistível. A sério, gostei imenso. Mais uma vez, prendeu-me a atenção, logo tenho que voltar, como sempre volto, mas agora com mais regularidade.Um abraço…shakermaker
Ora viva caríssimo Shakermaker!Que alegria me dá a sua visita… e sim, já há algum tempo que não o via por aqui!! Que bom que continua a gostar da minha poesia, pensei que tinha perdido um assiduo leitor!! Pois é, desde a sua ultima visita já muita água passou debaixo da ponte! Publiquei um livro muito bonito ainda que liliputiano através da Chiado Editora em Lisboa. Tem por titulo "Corpo do Poema" e já se encontra em venda em algumas livrarias de Lisboa assim como on line, eis o link se sentir curiosidade: http://www.livapolo.pt/index.php?action=artigo_detalhes&artigo_id=73043Um enorme abraço pra si e volte sempre